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sábado, 17 de agosto de 2013

A ciência brasileira não é feita por cientistas, afirma professora da UFRJ

    O Brasil possui bons resultados no ranking de produção cientifica. São cerca de 25 mil publicações por ano, publicações essas que não são feitas por cientistas e sim por professores de nível superior. Segundo a neurocientista e professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Suzana Herculano-Houzel, a não regulamentação da profissão de cientista atrasa o desenvolvimento tecnológico do Brasil. A professora ainda acrescentou “Não posso dizer que neurocientista é minha profissão, porque a minha profissão de cientista não existe no Brasil. Não está na tabela das profissões regulamentadas pelo Ministério do Trabalho (MTE). Para poder atuar como cientista, eu atuo como professora de nível superior, eu literalmente faço ciência nas horas vagas”.
            A professora explicou que “A produção científica cresce ao longo dos anos por causa do número de mestres e doutores que são formados no Brasil. São esses jovens que produzem o conhecimento cientifico”, disse.
            Hoje a ciência no Brasil é produzida pelos alunos de pós graduação
o trabalho que os jovens exercem não é chamado de trabalho e sim estudo. “É como se eles investissem na educação deles. Outros países já não cometem mais esse erro. O erro é não reconhecer esse trabalho como qualquer outro”, lamentou. “É um esforço laboral que gera um produto científico. Por que o jovem cientista recém graduado precisa passar pela humilhação de continuar sendo estudante?”.
            Durante uma graduação o jovem já faz ciência como aprendiz, ou seja, um estagiário durante a iniciação cientifica, ganhando uma bolsa que tem o valor menor que o salário mínimo muitas vezes. Para trabalhar com ciência, quando ele se forma tem que entrar para pós-graduação.  “Isso significa se sujeitar a uma bolsa de mestrado de R$ 1,5 mil reais mensais fixos pelos próximos dois anos sem qualquer direito trabalhista ou qualquer outro trabalho para complementar a renda”.
            A professora criticou ainda a obrigatoriedade em assinar uma declaração de que não vínculo empregatício do pesquisador com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e/ou com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “É preciso passar por mais uma humilhação: o atestado de pobreza. Enquanto isso seus colegas recém formados em engenharia e direito, por exemplo, já têm trabalho de verdade, ganhando de verdade”.
            Para o jovem continuar trabalhando como cientista, ele precisa ingressar num programa de doutorado. “É a única atividade de emprego se ele quiser atuar como cientista. A bolsa também tem valor mensal de R$ 2,2 mil, sem nenhum vínculo empregatício e benefícios trabalhistas”, comentaram.
            De acordo com Suzana, é possível fazer contratações por fundações e institutos de ciências ligados as universidades, que poderiam receber dos governos os valores que hoje são pagos como bolsa, com contrato de trabalho e todos os direitos empregatícios. “Com a obrigatoriedade de contratação virá à possibilidade de salários com valores competitivos”, descreveu.
            Para ela, dessa forma, a ciência caminha e a sociedade cresce. “É fundamental para a soberania de uma população que ela valorize a produção de conhecimento cientifico. Isso começa por valorizar seus cientistas. Fazer ciência no Brasil hoje, infelizmente, é uma péssima decisão profissional com pouquíssimas perspectivas”, finalizou.

domingo, 7 de julho de 2013

Atividades desenvolvidas pelos Pibid do Colégio Estadual Leonardo da Vinci e Dois Vizinhos


     Nesta semana, os pibidianos dos Colégios Leonardo da Vinci e Dois Vizinhos trabalharam juntos em várias atividades, integrando as duas equipes.                   
     Na segunda-feira, dia 1, os pibidianos encontraram-se na UTFPR juntamente com a professora Anelize Amaral para realizar uma reunião de alinhamento para a palestra sobre Resíduos referente ao projeto de Sistema de Gestão Ambiental que aconteceria na quarta-feira, dia 3, no Colégio Estadual de Dois Vizinhos com a participação dos alunos dos 6os anos.                                                                                     
     A palestra, que aconteceu na quarta-feira, teve a participação de 10 bolsistas do Pibid, que desenvolvem subprojetos nos dois colégios da rede pública de Dois Vizinhos e também de alguns integrantes do GPEEA-Bio. Esta apresentação sobre resíduos teve como objetivo orientar os estudantes sobre a importância da coleta seletiva, bem como o destino correto que se deve dar ao resíduo produzido pela sociedade. Diversos assuntos foram comentados na palestra, como:
·         O que é lixo? (Meu lixo é igual ao seu?)
·         Para onde vai o lixo que produzimos?
·         Diferença entre lixão e aterro sanitário (e qual é melhor para o meio ambiente?)
·         Coleta seletiva (reutilização e reciclagem)
·         O que é uma composteira? Como utilizá-la?
     Além disso, foram apresentados alguns vídeos sobre o assunto e realizada a dinâmica “Pé do consumo” de forma a chamar a atenção dos alunos para o consumismo exagerado.
Alunos que assistiram à palestra sobre resíduos e pibidiana Emellyn (à frente).
Foram distribuídas sacolas retornáveis para os alunos.
Dinâmica "Pé do consumo".

Alexandre, que faz parte do GPEEA, falando sobre Composteira.

Os alunos aproveitaram para tirar suas dúvidas!
     Na sexta-feira, dia 5, realizou-se na UTFPR a terceira parte do minicurso de redação científica que está sendo ministrado pelos professores Everton Ricardi e Michele Potrich. Nesta aula, os professores instruíram os bolsistas do Pibid sobre o que é como utilizar e como atualizar o currículo Lattes. Além disso, os pibidianos aprenderam a pesquisar artigos e outros trabalhos científicos no portal da CAPES e Scielo. A última parte do minicurso acontecerá na próxima quinta-feira, dia 11 pela manhã.

     No sábado, dia 6, aconteceu a reunião do GPEEA-Bio, com as professoras Anelize Amaral, Carolina Zabini e Rosângela Boeno. A equipe, que conta com os pibidianos mais outros acadêmicos do curso de Ciências Biológicas e Engenharia Florestal, reuniu-se para discutir as últimas atividades desenvolvidas. O professor Ademar, supervisor do Pibid CELV comentou que a atividade desenvolvida na trilha Jirau Alto foi um recurso essencial para trabalhar alguns conceitos vistos em sala de aula. Para ele “a trilha é de fácil acesso aos professores e alunos e permite conhecer o parque de maneira contextualizada, trabalhando a interdisciplinaridade”.
     As professoras Rosângela e Anelize trabalharam a discussão do texto “Formação de professores de Biologia” do autor Fernando Bastos. A professora Rosângela comentou sobre a formação continuada, pontuando que no Brasil não há um conjunto de condições institucionais que permitam uma formação eficaz. Explicou que isto acontece devido a diversos problemas, como baixa remuneração, plano de carreira não orientado, entre outros.
     Na reunião, a professora Anelize ainda comentou sobre os resumos que serão encaminhados ao EPEA (Encontro de Pesquisa em Educação Ambiental) que acontecerá no mês de outubro em Cascavel – PR e finalizou marcando a próxima reunião para o dia 13/07.
Equipe GPEEA reunida para discussão de texto.

Equipe GPEEA que participou da reunião do dia 6.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Terra tem lista de 700 espécies ameaçadas e extintas


          O número de espécies extintas e ameaçadas de extinção no planeta Terra continua a crescer por causadas atividades humanas, de acordo com a nova versão da Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), divulgada nesta segunda-feira. Mais de 700 espécies de plantas e animais foram adicionadas à lista nas três categorias de ameaça, elevando o total para 20.934.
         Entre elas, estão várias espécies de coníferas (árvores com flores em forma de cones ou pinhas, como os pinheiros), que são os maiores e mais antigos seres vivos do planeta. A situação de todo o grupo foi reavaliada, e concluiu-se que 34% das espécies de coníferas estão ameaçadas de extinção.

Araucária teve área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas (Foto: Estadão Conteúdo)

     Uma das que correm mais risco é a araucária, ou pinheiro-do-paraná, classificada desde 2006 como criticamente ameaçada. Espécie típica das regiões mais frias e de maior altitude da Mata Atlântica brasileira, ela teve a área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas por causa da conversão de matas nativas em áreas de agricultura e silvicultura.
       Agora, com o aquecimento global, pode ser que a coisa piore mais ainda para essa árvore, que prefere temperaturas mais amenas. “A modelagem do impacto das mudanças climáticas indica que até o final deste século a espécie poderá estar extinta na natureza”, disse o botânico Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.
       Joly ressalta que as listas de espécies ameaçadas (dentre as quais as da IUCN são referência mundial) são uma ferramenta científica indispensável para a conservação da biodiversidade. “A recém-criada Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), cuja proposta preliminar do plano de ação 2014-2018, foi colocada em consulta pública na semana passada, utilizará revisões como esta da IUCN, no primeiro diagnóstico global previsto para o final de 2018”, afirma. A IPBES foi criada em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer pela biodiversidade o que o famoso IPCC faz pelas mudanças climáticas. Joly é um dos diretores do Painel Multidisciplinar de Especialistas do órgão.
Estatísticas
       Dentre as 20.934 espécies consideradas ameaçadas de extinção na nova lista, 4.090 estão na categoria “criticamente em perigo” (137 a mais do que na anterior). Algumas recebem até mesmo uma anotação como “possivelmente extintas”, quando já não são vistas na natureza há algum tempo. Como, por exemplo, um camarão de cavernas da Flórida que passou para essa categoria. O grupo dos camarões de água-doce foi avaliado por completo pela primeira vez nesta revisão: 28% estão ameaçados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Técnica 3D revela detalhes inéditos de células vivas

Tecnologia usa inovação ótica para capturar imagens de seres vivos.

Uma técnica que está sendo usada por cientistas permite observar detalhes inéditos de células vivas.
Segundo reportagem na publicação científica Nature Methods, a técnica "fatia a luz", permitindo iluminar apenas a parte da célula viva que está em foco.
Técnica revelou 'tentáculos' que permitem movimento de células
Com o auxílio de computadores, as fatias são depois montadas de forma a construir uma imagem tridimensional.



Com a técnica, os cientistas conseguiram enxergar, por exemplo, cromossomos durante o processo de divisão celular ou a membrana de uma célula de rim de porco. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

domingo, 23 de junho de 2013

Peixes Curiosos

     O peixe-mandarim (Synchiropus splendidus) é nativo do Pacífico e pode habitar desde o sul das Ilhas Ryukyu até a Austrália. Possui cores fortes, brilhantes e desenhos organizados agressivamente em seu corpo. Essa característica é um mecanismo de defesa contra predadores, indicando que a carne do peixe-mandarim tem gosto ruim, já que seu corpo produz um muco viscoso de gosto e cheiro muito fortes.
Foto/reprodução: Luc Viatour/GFDL/ CC BY-SA
Fonte: Terra Selvage

Foto: O peixe-mandarim (Synchiropus splendidus) é nativo do Pacífico e pode habitar desde o sul das Ilhas Ryukyu até a Austrália. Possui cores fortes, brilhantes e desenhos organizados agressivamente em seu corpo. Essa característica é um mecanismo de defesa contra predadores, indicando que a carne do peixe-mandarim tem gosto ruim, já que seu corpo produz um muco viscoso de gosto e cheiro muito fortes.

Foto/reprodução: Luc Viatour/GFDL/ CC BY-SA

Fonte: Terra Selvagem 
http://agroba.se/11L5Qrl
Peixe-mandarim
     O Betta splendens é um peixe originário do Sudeste Asiático (Indochina) da família Osphronemidae. O Betta também é conhecido como peixe de briga siamês (Brasil) ou Combatente (Portugal) devido à sua agressividade contra peixes da mesma espécie. Esta espécie tem vários tipos de mutações que influenciam na sua cor e tamanho. Elas são resultados de vários cruzamentos (produção seletiva), desenvolvida por criadores.


Foto: O Betta splendens é um peixe originário do Sudeste Asiático (Indochina) da família Osphronemidae. O Betta também é conhecido como peixe de briga siamês (Brasil) ou Combatente (Portugal) devido à sua agressividade contra peixes da mesma espécie. Esta espécie tem vários tipos de mutações que influenciam na sua cor e tamanho. Elas são resultados de vários cruzamentos (produção seletiva), desenvolvida por criadores. 

Foto: autor desconhecido
Betta splendens
     O Marlin-azul (Makaira nigricans) é um peixe teleósteo que chega a medir até 4 metros de comprimento e pode pesar até 750 kg. O Marlin-Azul põe milhões de ovos de uma só vez, e cada um dos ovos mede 1 milímetro de diâmetro. Também é conhecido pelos nomes de agulhão, agulhão-azul e agulhão-negro.

Foto: Você já viu um Marlin filhote?

O Marlin-azul (Makaira nigricans) é um peixe teleósteo que chega a medir até 4 metros de comprimento e pode pesar até 750 kg. O Marlin-Azul põe milhões de ovos de uma só vez, e cada um dos ovos mede 1 milímetro de diâmetro. Também é conhecido pelos nomes de agulhão, agulhão-azul e agulhão-negro.

Fotos: Kelly Verakis/Tony Arruza/Corbis
Marlin-azul